Na Grécia antiga era admirada, na Idade Média tentou ser exterminada e nos dias de hoje a prostituição é descontroladamente presente, quer as autoridades queiram ou não. Seja nas ruas ou pela internet, é possível que os clientes consigam a companhia de uma mulher ou, infelizmente, de uma criança. Em ambos os casos, e na maioria deles, o chamado cafetão é responsável pela comercialização. E engana-se quem tem a imagem do cafetão como aquele fumando um charuto e prostrado em uma cadeira qualquer num bordel, hoje eles são ágeis e negociam pessoas utilizando até mesmo a internet.
O tráfico de pessoas acontece movido por uma rede organizada que trabalha de forma regular e movida pela ingenuidade e necessidade de famílias e das próprias vítimas. Quantas vezes você não ouviu casos de pessoas que decidiram mudar de país por terem sido prometidas uma vida melhor, com trabalho e chance de prosperidade? Ou casos em que famílias se desfazem de crianças em troca de dinheiro? Infelizmente, nenhum dos dois casos é incomum.
Assim como não é incomum casos de prostituição de menores em cidades grandes, como em Nova Iorque. No vídeo abaixo, você poderá ver um caso de uma jovem que foi transformada em prostituta quando criança e vendida, entre período de três anos, para sete cafetões diferentes. Segundo ela, a internet, mais especificamente um site, é a causa cafetões conseguirem muito lucro e, consequentemente, poderem seguir e expandir o negócio. Com amargura e um pequeno tom de revolta ela termina a entrevista dizendo: “O site Backpage torna fácil a compra de tudo. Eles podem comprar tapetes para esposas, presentes para seus filhos e também comprar uma criança”.
Talvez seja hora de rever não só a política de sites que oferecerem acompanhamento adulto, mas também priorizar o assunto que agrava-se perante nossos olhos que, confortavelmente, preferem ficar fechados.
Serviço de denúncia de tráfico de pessoas do Ministério das Relações Exteriores








