Pela internet compra-se tudo, inclusive pessoas.

Na Grécia antiga era admirada, na Idade Média tentou ser exterminada e nos dias de hoje a prostituição é descontroladamente presente, quer as autoridades queiram ou não. Seja nas ruas ou pela internet, é possível que os clientes consigam a companhia de uma mulher ou, infelizmente, de uma criança. Em ambos os casos, e na maioria deles, o chamado cafetão é responsável pela comercialização. E engana-se quem tem a imagem do cafetão como aquele fumando um charuto e prostrado em uma cadeira qualquer num bordel, hoje eles são ágeis e negociam pessoas utilizando até mesmo a internet.

O tráfico de pessoas acontece movido por uma rede organizada que trabalha de forma regular e movida pela ingenuidade e necessidade de famílias e das próprias vítimas. Quantas vezes você não ouviu casos de pessoas que decidiram mudar de país por terem sido prometidas uma vida melhor, com trabalho e chance de prosperidade? Ou casos em que famílias se desfazem de crianças em troca de dinheiro? Infelizmente, nenhum dos dois casos é incomum.

Assim como não é incomum casos de prostituição de menores em cidades grandes, como em Nova Iorque. No vídeo abaixo, você poderá ver um caso de uma jovem que foi transformada em prostituta quando criança e vendida, entre período de três anos, para sete cafetões diferentes. Segundo ela, a internet, mais especificamente um site, é a causa cafetões conseguirem muito lucro e, consequentemente, poderem seguir e expandir o negócio. Com amargura e um pequeno tom de revolta ela termina a entrevista dizendo: “O site Backpage torna fácil a compra de tudo. Eles podem comprar tapetes para esposas, presentes para seus filhos e também comprar uma criança”.

Talvez seja hora de rever não só a política de sites que oferecerem acompanhamento adulto, mas também priorizar o assunto que agrava-se perante nossos olhos que, confortavelmente, preferem ficar fechados.

 

Serviço de denúncia de tráfico de pessoas do Ministério das Relações Exteriores

Sua felicidade (agora) importa

Nunca tinha pensado que a felicidade poderia ser um índice de desenvolvimento de um país por dois motivos: nunca havia pensando nisso e, segundo, a felicidade – entendo aqui felicidade como bem estar ou estado de alegria e satisfação – é algo abstrato e, por isso, difícil de ser medida.

Butão felicidade

Mosteiro Taktshang em Butão. Nesse reino o índice de felicidade é considerado desde a década de 1970.

Contudo, depois de entrevistar Mokka, um participante do Demos Helsink, grupo da Finlândia responsável pela criação do Manifesto da Felicidade, comecei a enxergar isso com outros olhos.  No manifesto, o leitor é apresentado a fatores que levam as pessoas a serem felizes sem a pretensão de indicar passos para chegar à felicidade, como em um livro de auto-ajuda.

Depois dessa experiência, ficou claro para mim o quanto é importante que as pessoas estejam felizes, bem dispostas, alegres e contentes com seu cotidiano e com sua morada, que estejam evoluindo intelectualmente e que tenham acesso a parques para levar seus filhos para um passeio, por exemplo. Isso tudo, faz parte da concepção de felicidade que o Demos Helsink pressupõe.

Atualmente, a Organização das Nações Unidas (ONU) discute mecanismos para que medir a felicidade do povo – o termo utlizado é FIB, que significa Felicidade Interna Bruta - depois de chegar a conclusão que o PIB não é suficiente para mostrar o bem estar da população. Em Butão esse índice existe desde a década de 1970 e considera questões relacionadas à renda, à saúde e ao nível de estresse para “quantificar” a felicidade.

De acordo com a pesquisa realizada pela Gallup World Poll, o Brasil é o 25° país mais feliz do mundo. A pesquisa traz conclusões interessantes como o fato de que a religião é mais usual em países onde há menores salários e menor expectativa de vida. E ainda que a felicidade aumenta com a prática de exercícios físicos e vice-versa. Veja mais detalhes do resultado na matéria publicada no site da revista Exame.

TEDx Belo Horizonte, TEDx Changes e uma opinião

Estão previstos dois TEDx em terras mineiras para os próximos meses: o TEDx Belo Horizonte e o TEDx Cidade Jardim – Changes. Apesar de serem ambos parte do TEDx, a concepção deles é distinta. O primeiro, será realizado como o tradicional TEDx, no dia 12 de maio, no Sesc Palladium, com palestras, pessoas interessantes, mostrando suas ideias inovadoras etc. O segundo, por sua vez, será uma transmissão ao vivo do TEDx Changes que acontecerá no dia 05 de abril, em Berlim.

As inscrições para participar do TEDx Cidade Jardim estão abertas.

TEDx Cidade Jardim Chantes

Opinião

Sempre fui um entusiasta do TED. Mas não passa disso. Depois de ter trabalhado junto à equipe que realizou os dois primeiros TEDxs no Brasil ainda em 2009, e de acompanhar os vídeos e novos edições surgindo, cheguei à conclusão de que o TED – e suas variações – estão mais relacionados à reflexão por meio de ideias, experiências e palestras dinâmicas do que mundanças práticas de fato.

Em todos os eventos que fui o público era composto por pessoas engajadas e interessantes. Todas, em geral, querem mudar o mundo, querem fazer com que as práticas sociais em todos os âmbitos – social, político, econômico e ambiental – prossigam no caminho ideial para o desenvolvimento igualitário e sadio para todos, inclusive para o próprio planeta. Participar de um TEDx parece legitimar essa intenção. E isso é bom. Nos eventos, todos parecem ser contagiados por uma aura coletiva que mistura bondade e engajamento.

O sensação de vazio vem nos dias seguintes, nos quais essa aura dissipa-se. Talvez porque sempre esperei que o encontro não terminasse ali, que houvesse uma extensão – não só de contatos profissionais – de alguma das ideias propostas ou discutidas, mas nunca aconteceu.

Houve uma proposta que foi lançada no TEDx Amazônia para ser realizada posteriormente: Salve os Kawahiva. O desafio, proposto para a audiência do evento, era de conseguir meios para dar paz e terra para a comunidade de índios Kawahiva, em um mês. Segundo Edgard Gouvéia, um dos palestrantes e criador da proposta, isso deveria ser de forma simples. “Tem que ser rápido, divertido e sem colocar a mão no bolso”, disse ele. Fui pesquisar o que tinha acontecido com a proposta, dois anos e meio depois, e a primeira coisa que achei foi o site desabilitado. Eu não fiz nada para o desafio, não participei e nem gastei quatro horas por semana como orientou Gouveia, mas queria que tivesse dado certo para que eu pudesse crer, que de fato, o TEDx é um lugar onde as ideias se transformam em prática.

Mas essa não é, de forma direta, a proposta do evento. E meu engano foi acreditar que fosse. De forma alguma, tal fato desmerece o evento. Acredito que seja uma experiência ímpar ir a um TEDx e participar dessa aura coletiva. No entanto, se assim como eu, você for ao TEDx e sair de lá acreditando que algo será diferente devido a uma conversa ou algum ideia que você viu, suspeite. Hoje, prefiro pensar que o TEDx é um formato de palestras com pessoas extremamente inteligentes, com ideias inovadoras e experiências que merecem ser realmente compartilhadas. E isso é o suficiente para participar, não?

Nota: A ideia de criar este blog nasceu depois de participar do TEDx São Paulo. Sentia que deveria fazer algo. E, dentro dos meus limites, o que eu poderia fazer que era ajudar a espalhar as boas ideias. É pouco, eu sei, mas é o que eu posso fazer.

ADzero, o smartphone feito de bambu

O estudante do Reino Unido, Scott Woodhouse, criou estrutura para smartphone feito de bambu orgânico. O material utilizado por ele é mais mais durável e mais leve que o aço e plástico e, claro, proporciona menos impactos negativos ao meio ambiente. Um empresário apostou na ideia e resolveu investir no produto que deve chegar as lojas chinesas no final de 2012.

 

TED 2013 procura por palestrantes

TED audição para ser palestrante

O TED 2013 terá como tema "“The Young. The Wise. The Undiscovered”

Depois que o TED surgiu em 1964 surgiram diversas variações devido a popularizado que o evento alcançou. Há um TED Global na Inglaterra; TED Med, além dos diversos TEDx nos cinco continentes. Todos esses baseados na premissa que ideias boas merecem ser espalhadas. Agora, o TED procura por novos palestrantes e para isso vai realizar entrevistas em algumas cidades do mundo.

A cidade de São Paulo será a única a receber uma audiação para possíveis futuros palestrantes do TED, no dia 11 de junho. Para participar os interessados deverão se inscrever entre os dias 2 e 23 de abril, em uma plataforma online. Lá o candidato explicará porque deve ser um palestrante do TED e poderá postar vídeos. Dos inscritos serão escolhidos até 30 candidatos para audição. Uma regra importante: pessoas que já participarão do TED ou que tem vídeo publicado no site TED.com não poderão participar.

Outras informações no site do TED.

Fonte: Blog A Ficha Caiu

Praça Livre

Os jovens Bruno Castro e Núbia Souza tiveram uma ideia para o melhor aproveitamento das praças e também para estimular encontros entre as pessoas. Baseados na promulgação da Lei 10.277/11, que permite a realização de atividades artísticas e culturais em Belo Horizonte, eles desenvolveram o projeto “Praça Livre”. O projeto seria uma plataforma na qual as pessoas poderiam marcar eventos e intervenções nas praças. Uma vez compartilhadas essas informações, outras pessoas poderão se juntar e talvez realizar o evento – uma roda de violão, por exemplo – juntas. A ideia já levou um prêmio da Interaction South American 2011 – Design Challange.

Para entender melhor, veja o vídeo explicativo do projeto e log abaixo uma entrevista com Bruno Castro sobre o “Praça Livre”. (O vídeo não tem áudio).

 

1. Como surgiu a ideia e você desenvolver o Praça Livre?
Sempre tivemos a percepção clara de como as praças têm uma importância vital na cultural de Belo Horizonte. Os coletivos, festivais e os pequenos encontros espontâneos sempre marcaram o cotidiano da cidade. A aprovação da Lei 10.277/11 facilitou pequenos encontros em praças, mas permanecia desconhecida para muitos e o cotidiano das praças pouco acessível. Ainda no ano de 2011, pouco depois da aprovação da Lei, a Núbia Souza me avisou que o Interaction South America abriu seleção para ideias que promovessem o desenvolvimento social da cidade e assim surgiu a oportunidade de tornar tangível um projeto que facilitasse a mobilização. E como uma surpresa boa, nosso projeto foi selecionado a júri popular e logo ganhou a competição.

 

2. Você tem algum plano de concretizar a ideia? Do que você precisaria?
O ambiente de colaboração na internet está em alta e as redes sociais convergem mais e mais para integração com a vida fora da rede. O momento é muito propício para projetos como este. Temos planos sim de concretizá-lo ainda neste ano, mas estamos em janeiro e o já colocamos o projeto em espera. Ele não é de um custo alto, o desenvolvimento exige sim uma elaboração mas não é muito extenso. Temos a ideia bem fechada e as telas já prototipadas, me comprometi com o design mas não temos quem desenvolva o sistema. Além disso precisamos de estratégias para divulgação dentro e fora das redes sociais.

 

3. Você acha que as pessoas seriam mais felizes se o Praça Livre acontecesse? Por quê?
 Acreditamos muito no Praça Livre. Ele não propõe nada novo, as pessoas já utilizam das praças para se encontrar e compartilhar cultura. O que propomos é uma forma de tornar mais acessível estes encontros que hoje são tão casuais e colaborar para que as praças se encham ainda mas de vida.

França estimula uso de bicicleta reduzindo impostos para empresas

O ministro dos transporte da França, Thierry Mariani, anunciou uma medida que promete contribuir para redução de CO2. As empresas que financiarem o transporte dos funcionários por meio de bicicletas terão os impostos reduzidos.

Esse modelo já existe na Bélgica. Por lá, eles fazem a compensação de 21 centavos de euro por quilômetro. Já o modelo francês ainda irá divulgar como será calculada a isenção de impostos. Além disso, o governo também estuda a possibilidade de permitir que ciclistas avaçem o semáforo vermelho quando estiverem virando para direita e possibilitar que as bicicletas sejam marcadas para evitar roubo. Agora é só esperar que algo similar aconteça no Brasil, não é mesmo?

Why Sopa is a good idea?

Regulamentar o compartilhamento de informações na internet de forma rígida é, no mínimo, um passa para trás para evolução.

Seu bueiro monitorado para prevenir enchentes

Toda vez que as chuvas fortes chegam no Brasil causando destruição de casas e vidas, o papo é o mesmo: “É preciso previnir, o governo deve blá blá blá”. E verdade seja dita, acontecem catástrofes de norte a sul – literalmente – e nada que é feito, se o é,  parace não ser suficiente quando chega um ano novo. Espero que isso mude um dia, mas até lá, acredito que as pessoas podem construir barreiras mais fortes juntamente com o setor privado.

Enchente em bueiro

O monitoramento dos bueiros pode ajudar a evitar situações como esta na foto

Como é o caso da Ecco Sustentável, que desenvolveu dois produtos que vão contribuir muito para que as enchentes não aconteçam, ou pelo menos não causem danos trágicos. O primeiro deles é Ecco Filtro, uma cesta que impede que resíduos cheguem aos rios e, o segundo, é o Ecco Gestor. um programa que monitora a limpeza dos buerios em tempo real.

O sistema já foi instalado em São José dos Campos, em estado São Paulo, e agora vai para o bairro Pinheiros, na cidade de São Paulo. De acordo com o diretor da empresa, Carlos Chiaradia, a limpeza de um bueiro vai diminuir de 40 para 5 minutos. Tomara que dê certo e que chegue a mais cidades brasileiras.

Fonte: Planeta Sustentável

Projetos de lei sobre união entre pessoas do mesmo sexo tramitam no Congresso e Câmara

cenas filme Minhas mae e meu pai

Cena do filme "Minhas mães e meu pai", que conta a história de um casal de mulheres que tiveram filhos por meio de inseminação artificial.

Desde que o Supremo Tribunal de Justiça reconheceu a união civil entre pessoas do mesmo sexo há muito debate tanto na mídia e quanto no dia a dia. O tema traz consigo o poder de dividir a sociedade por ser polêmico e por balançar com estruturas religiosas e sociais da nossa sociedade católica. Nesse contexto, cada pessoa tem uma explicação para defender a própria opinião, sem termos de fato uma lei clara sobre isso.

Ao aceitar os pedidos de união estável entre pessoas do mesmo sexo, o STF abriu uma jurisprudência. Isso significa que se o pedido de união chegar até o STF ele será aprovado. No entanto, os juízes têm o direito de anular e negar o pedido, como aconteceu em Góias. Pois é, é um pode que não pode, de ponto de vista. Ou um não pode que pode, de outro. Por isso, decidir isso democraticamente é o melhor caminho para extinguir essas divergências no judiciário.

Na contramão do STF, o deputado Salvador Zimbaldi deu entrada em um lei que não só vai proibir as uniões estavéis entre pessoas do mesmo sexo, mas vai anular as já realizadas em território nacional e proibir a adoção por casais homossexuais. Tudo isso numa lei só, o deputado tá empenhado mesmo. No site Votenaweb mais de 1000 pessoas já votaram. Dá só uma olhada:

lei em tramitação sobre união gay

Você é a favor ou contra a lei que proibirá a união estável entre pessoas do mesmo sexo? Clique na imagem para participar da votação.

O que poucos sabem é que há outras leis, que tangenciam esse assunto, tramitando no Cogresso Nacional e na Câmara dos Deputados. Seja qual for sua opinião, é importante conhecer as leis pois, sejam elas sancionadas ou não, trarão uma calorosa discussão sobre os rumos da nossa sociedade.

Conheça as leis:

- Autorizará cartórios a realizar união estável entre pessoas do mesmo sexo.

- Proibirá a adoção de crianças por casais homosexuais.